O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre), recuou 1,8 ponto na passagem de outubro para novembro: de 81,7 para 79,9 pontos, chegando ao menor nível desde junho de 2024 (79,4 pontos). “Na média móvel trimestral, o IAEmp recuou 1,1 ponto”, informou, também, o relatório da entidade, publicado no início de dezembro, dia 4.
Segundo o que explicou o FGV Ibre, a queda do IAEmp observada em novembro é consequência da piora de cinco dos sete componentes do indicador. As contribuições negativas foram de:
- Tendência dos Negócios da Indústria (-0,8 ponto);
- Situação Atual dos Negócios da Indústria (-0,6 ponto);
- Emprego Previsto de Serviços (-0,5 ponto);
- Tendência dos Negócios de Serviços (-0,4 ponto); e
- Emprego Previsto da Indústria (-0,4 ponto).
No campo positivo, aparecem, por sua vez: Emprego Local Futuro do Consumidor (0,5 ponto); e Situação Atual dos Negócios de Serviços (0,4 ponto).
“Depois de apresentar consistente retomada ao longo de 2024, o IAEmp vem dando sinais de desaceleração nos últimos meses, sugerindo que a evolução do mercado de trabalho deve apresentar ritmo mais lento no início de 2025”, ponderou o economista do FGV Ibre, Rodolpho Tobler. “A combinação de aumento de incerteza nos últimos meses, com a expectativa de atividade econômica menos intensa no próximo ano, sugere um novo momento do indicador, com mais cautela por parte de empresários nas intenções de contratar”, alertou Tobler.
Conforme o que explicou o Instituto Brasileiro de Economia da FGV, o Indicador Antecedente de Emprego “é construído como uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, tendo capacidade de antecipar os rumos do mercado de trabalho no país”. O indicador em questão “é positivamente relacionado com o nível de emprego no país”, frisou a entidade.