De acordo com o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), o Índice de Confiança de Serviços (ICS), calculado pela entidade, avançou 0,4 ponto na passagem de julho para agosto: de 94,2 pontos para 94,6 pontos — chegando, desta forma, ao maior valor desde o último mês de abril (94,8 pontos). Já na média móvel trimestral, o ICS ficou estável ao variar 0,1 ponto. Os dados em questão são da Sondagem de Serviços do FGV Ibre, publicada no último dia 29 de agosto.
Segundo o que explicou a publicação do Instituto, o ICS de agosto foi resultado da melhora dos seus dois horizontes temporais: o Índice de Situação Atual (ISA-S), que avançou 0,6 ponto na passagem do sétimo para o oitavo mês de 2024, chegando a 96,7 ponto; e o Índice de Expectativas (IE-S), que variou 0,1 ponto na mesma base de comparação, alcançando 92,6 pontos.
“Os dois componentes do ISA-S contribuíram para alta do índice: o indicador de volume de demanda atual aumentou 0,4 ponto, para 97,0 pontos, e o indicador de situação atual dos negócios cresceu 0,8 ponto, para 96,4 pontos”, especificou, também, a Sondagem de Serviços.
No âmbito das expectativas, por sua vez, os dois componentes do IE-S tiveram variações opostas, acentuou a publicação — “sendo que o indicador de demanda prevista para os próximos três meses subiu 1,0 ponto, para 93,8 pontos; por outro lado, o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses retraiu 0,7 ponto, chegando aos 91,6 pontos”, detalhou o relatório do Instituto Brasileiro de Economia da FGV.
Segundo o que explicou o economista do FGV Ibre, Stéfano Pacini, o resultado do Índice de Confiança de Serviços observado em agosto ratifica o ano de oscilações do setor, com tendência de estabilidade na confiança.
“O volume de demanda presente é positivo no ano, apesar de um ambiente de negócios mais morno em comparação com os anos anteriores”, ressaltou Pacini. “Já nas expectativas para os próximos meses, os empresários seguem cautelosos quanto ao futuro dos negócios”, frisou ele. “O cenário macroeconômico de taxas baixas de desemprego e melhora de renda contribui, em parte, com o momento mais seguro da demanda de serviços. Contudo, o fim do ciclo de queda da taxa de juros, incerteza elevada e pressões de custo, podem estar contribuindo para o atual comportamento reticente dos empresários”, completou o economista. Mais informações sobre o ICS estão disponíveis na íntegra da Sondagem de Serviços.