A trajetória de Guilherme Paulus para virar o maior hoteleiro nacional

Guilherme Paulus tem como objetivo virar o maior hoteleiro do Brasil. Em 2009, ele vendeu o controle de sua empresa ao Carlyle, fundo americano. A transação foi avaliada em R$ 1 bilhão, ou US$ 420 milhões. A transação fez ele entrar na lista de bilionários da Forbes Brasil.

Em 2015, ele tinha a fortuna avaliada em mais de R$ 1,9 bilhão. Com esse valor, seria possível comprar o avião privado de mais luxo em todo o mundo. O valor também tornaria possível começar a voar na primeira classe das rotas comerciais.

O empresário Guilherme Paulus foi o responsável a transformar a CVC, de Santo André, São Paulo, que na época estava endividada, na maior agência de viagens da América Latina e terceira maior do mundo. No comando da agência de viagens, Paulus conheceu cada canto do Brasil, seja de navio, avião ou ônibus, e também diversos destinos internacionais. Para a Forbes, ele afirmou ser “doente pelo trabalho” e que isso está em seu DNA.

Ainda em 2015, Paulus detinha 25% da CVC, além de ser o único dono da GJP Hotels & Resorts. A GJP Hotels & Resorts foi criada em 2005. Com essas credenciais, ele deseja virar o maior hoteleiro do Brasil. Ou seja, aposentadoria está fora de cogitação. Em seu dicionário, a palavra mais famosa é “recomeço”.

A CVC tinha quase 1.000 lojas em operação em 2015 e registrou aumento de 14,3% na quantidade de passageiros apenas no primeiro semestre daquele ano. Ainda na época, 65% das viagens vendidas pela agência de viagem eram internas, enquanto 35% eram externas. Guilherme Paulus afirma que, mesmo em épocas de dólar supervalorizado e de crise, o brasileiro continua viajando. O destino pode mudar, mas a viagem ainda acontece.

Na época, o turismo representava 9% do PIB mundial, movimentando 52 setores da economia. Já em território nacional, o turismo correspondia a 3,5% do PIB. Apesar de baixo, há espaço para crescimento. Paulus nunca se mostrou preocupado nem mesmo com aplicativos modernos como o Airbnb. Sua história teve início em 1995, quando comprou o hotel Serrano, em Gramado, Rio Grande do Sul. Guilherme Paulus também comprou a Webjet, e em seguida vendeu para Gol, numa das maiores transações do setor.

Até alguns anos atrás, a GJP tinha R$ 500 milhões em ativos. A rede hoteleira contava com 13 empreendimentos, sendo seis deles próprios. Os empreendimentos se localizam em Maceió (AL), Porto de Galinhas (PE), Aracaju (SE), Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Gramado (RS) e Foz do Iguaçu (PR). Há ainda empreendimentos em obras na capital Rio de Janeiro, no Paraná (Maringá e Londrina), no Pará (Belém e Paragominas), no Distrito Federal (Brasília) e em Minas Gerais (Belo Horizonte e Juiz de Fora).

A GJP também estava para deter as bandeiras Linx, de 3 estrelas, Prodigy, de 4 estrelas e Wish, de 5 estrelas, contabilizando 22 hotéis no Brasil em sua gestão e faturamento de R$ 250 milhões. Para comparação, a empresa teve receita de R$ 150 milhões em 2014, fechando a conta com lucro.

Guilherme Paulus tinha o objetivo de construir 19 novos hotéis de 3 estrelas, com aporte de R$ 1 bilhão. Mas a crise fez a ideia ser adiada. Independente do cenário, o seu objetivo final é claro: ter hotéis em todo o Brasil.

Saiba mais: https://www.panrotas.com.br/hotelaria/investimentos/2018/08/guilherme-paulus-abrira-hotel-de-luxo-com-nova-bandeira-em-sp_158399.html