Felipe Montoro Jens reporta maiores detalhes acerca da criação da ferrovia brasileira Ferrogrão

Em meados de outubro de 2017 o órgão responsável por transportes terrestres no Brasil, ANTT, emitiu uma nota oficial onde constavam detalhes acerca da construção da EF-170. Apesar de ser apenas um projeto por enquanto, esta ferrovia já é chamada por populares como “Ferrogrão”, informa o especialista em projetos de infraestrutura, Felipe Montoro Jens.

Para se ter ideia do porte que a rodovia terá, é importante destacar que esta abrangerá duas regiões do país: a Centro-oeste e a Norte. Isso ocorrerá em razão da Ferrogrão passar tanto pelo estado do Pará, quanto pelo do Matogrosso, contemplando respetivamente as cidades de Muritiba e Sinop. Os trâmites para a concretização do projeto se darão por meio de ações envolvendo leilões.

Pela natureza do empreendimento, a concessão será adotada considerando-se um grande período de tempo. Felipe Montoro Jens reporta que esta será autorizada por um prazo mínimo de mais de seis décadas. Ele esclarece que sairá vencedor o consórcio que conseguir outorgar o melhor valor aos cofres públicos.

Apesar da futura concessionária escolhida ter a obrigação de construir completamente a ferrovia, seu trabalho não parará por aí. Segundo pontua Felipe Montoro Jens, esta mesma empresa deverá atender várias outras demandas relacionadas à Ferrogrão. Desse modo, após construi-la, todos os procedimentos de operação serão de incumbência da companhia escolhida, além de questões consideradas estruturais.

O valor que será investido para a construção da ferrovia será de mais de 12 bilhões de reais. Esse montante, entretanto, não será exclusivamente empregado nas obras da Ferrogrão. Felipe Montoro Jens noticia que outras construções sairão do papel, uma vez que a quantia refere-se a um programa governamental que tem por objetivo expandir o volume de exportações através do transporte ferroviário.

Assim sendo, a principal meta do programa é aumentar o fluxo de circulação de mercadorias por meio do Arco Norte. O projeto também discorre sobre a forma como a ferrovia será capitalizada. Segundo o documento, isto ocorrerá de forma contínua, já que o dinheiro para manutenção da mesma virá por meio do uso da própria linha ferroviária, finaliza Felipe Montoro Jens.

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