O que esperar após as movimentações da economia chinesa, por Felipe Miranda, da Empiricus

O anúncio de superávit da balança comercial chinesa, no início de setembro de 2019 não foi bem recebido por investidores em todo o mundo, reporta o empresário da Empiricus, Felipe Miranda. Como modo de amenizar os impactos dessa ocorrência o governo chinês também anunciou que adotaria algumas medidas. Dessa maneira, o Banco Popular da China, que equivale ao Banco Central do Brasil, lançou uma série de incentivos, fazendo com que o mercado recobrasse o fôlego.

Se de um lado estavam as notícias vindas da China, que davam conta de um cenário bastante diverso do que se esperava, revelando índices de exportações menores do que em outros meses, de outro havia os Estados Unidos com dados que mostravam a taxa de emprego pequena para o mês. Isso fez com que se acendessem as expectativas sobre diminuição das taxas de juros de um número expressivo de países.

Miranda informa que, em decorrência de taxas menores de juro, há maior procura por produtos financeiros que não pagam rendimentos, os chamados “yields”. Um dos efeitos que se mostram como consequência disso é a subida do ouro, destaca o líder da Empiricus. Somente no primeiro semestre do ano, o Banco Popular da China alcançou a marca de acréscimo de 100 toneladas do metal às suas reservas. No último mês do período, o volume acumulado de ouro foi de 5,91 toneladas.

À frente da Empiricus desde o ano de 2009, quando a companhia começou a lançar informativos relacionados a orientações financeiras, Miranda ressalta que a compra de ouro há tempos é algo que os especialistas em mercado financeiro costumam recomendar. A indicação é de que se inicie o processo de aquisição antes que o metal atinja valores mais elevados. O executivo esclarece que esse tipo de aconselhamento se tornou uma espécie de tendência, apesar de já ser feito há algum tempo.

Sobre a SELIC, Miranda explica que, embora muitos agentes do mercado acreditassem que haveria uma pausa sobre a sua trajetória de cortes, isto não ocorreu. O executivo explica que essa expectativa ganhou força em razão das constantes subidas do dólar em 2019. O que os economistas esperam é que a moeda norte-americana experimente desaceleração futuramente, o que não exigiria que a Selic tomasse rumo diferente daquele que tem sido visto, noticia o co-fundador da Empiricus.

No início de setembro o índice que apura o risco-Brasil atingiu sua menor pontuação desde o início do ano, fechando em 124 pontos. Miranda enfatiza que este foi o menor valor apurado desde 2013, quando se verificou situação semelhante. O executivo da Empiricus também salientou que há certa disparidade entre os acontecimentos que são anunciados e o momento em que de fato ocorrem, tratando-se de algo natural dentro do mercado financeiro.

Mencionando uma tendência presente no comportamento de uma parcela dos investidores brasileiros, Miranda apontou que no país é comum que haja a compra de rendas fixas para se gerar capital. Outro ponto assinalado pelo empresário refere-se à compra de ações da bolsa com o intuito de se gerar rendimentos. Ele enfatiza, no entanto, a probabilidade de que os yields com valores acima de 6% possam se tornar obsoletos no futuro.

Winter Fashion Weekend: evento de moda se destaca na fronteira do país, por Donata Meirelles

A tríplice fronteira próxima a área de Foz do Iguaçu tem chamado a atenção por conta de um evento de moda. É o Winter Fashion Weekend, o maior encontro do gênero realizado até hoje na região. Donata Meirelles informa que, de acordo com o balanço feito pela comissão organizadora, o evento se mostra mais satisfatório a cada ano. Vale destacar que este encontra-se em sua terceira edição.

Realizado neste ano no Shopping Paris, situado em Ciudad del Este, no Paraguai, o encontro fashion trouxe algumas das tendências para o segmento, ressaltando produções de moda nacionais e internacionais. Como o próprio nome sinaliza, o evento ocorre em um final de semana. Neste ano os dias 15 e 16 de junho foram escolhidos para tal. Conforme a organização dos desfiles, tornou-se mais acessível a aquisição das peças de roupas e calçados lançados no Winter Fashion Weekend, já que lojas dos três países contam com as novidades tão logo estas são lançadas.

Vale destacar que a tríplice fronteira é formada pelo Brasil, Argentina e Paraguai. Na edição de 2.019, a organização optou por uma decoração realista de inverno. Nas passarelas podia-se ver elementos que simulavam neve. Estes estavam dispostos em um ambiente criado conforme o inverno de alguns países mais frios. O espaço adotado para as ações de moda contava com uma área de 2 mil metros quadrados, reporta Donata Meirelles.

Outro estabelecimento esteve envolvido na realização do evento: o China Shopping, que também concedeu patrocínio para que os desfiles ocorressem. Outras marcas também patrocinaram o Winter Fashion Weekend. Uma delas foi a Coca-Cola Jeans, além de algumas empresas representadas pelas próprias grifes que desfilaram. Segundo a gerente da área de Marketing do shopping, Laryssa Bombassaro, o encontro marcou o lançamento da vertente de produção jeans da gigante Coca-Cola na região.

A empreendedora Donata Meirelles salienta que as atividades previstas para a realização dos desfiles ocorreram como o esperado, conforme informações divulgadas pela gerente de marketing do espaço. O sucesso foi visto em diversos aspectos, tais como em relação ao público alcançado e na própria beleza proporcionada pela atuação dos modelos, que desfilaram os itens das coleções integrantes.

Marcelo Santos, um dos responsáveis pela produção do Winter Fashion Weekend, alegou que a apresentação de tendências foi um dos destaques do encontro. Ele ressaltou que a moda apresentada contemplava aspectos valorizados por habitantes nativos dos três territórios. De acordo com Santos, além de trazer itens novos ao mercado, uma das propostas era justamente a valorização dos gostos da população local.

Além dos desfiles das coleções, houve também degustação de alimentos, distribuição de bebidas e estandes informativos sobre as grifes participantes. Para Santos, mais do que propiciar um ambiente de encontro com grifes mundialmente conhecidas, a relevância do encontro também está no fortalecimento econômico das três nações.

A presença de uma estilista brasileira foi destaque entre os participantes do evento, ressalta Donata Meirelles. A profissional em questão chama-se Camila Alcaraz, que trouxe uma coleção em que criou peças nas cores preta e nude, contando com uma extensa gama de variações dessas tonalidades.

Conheça o projeto da Ferrovia do Grão – por Felipe Montoro Jens

No fim de 2017 foram divulgados os primeiros documentos para a realização do leilão da Ferrovia do Grão (EF-170). Na ocasião foram determinadas as primeiras regras pela ANTT, que incluem as atribuições da concessionária, custo estimado, demanda, entre outros pontos. Quem traz a notícia é Felipe Montoro Jens.

Conheça as regras do leilão

Ao todo, a ferrovia terá 1.142 quilômetros de extensão, ligando as cidades de Sinop, no Mato-Grosso e Miritituba, no Pará. O especialista em projetos de infraestrutura reporta que a concessão terá a validade de 65 anos. O vencedor será aquele que oferecer o maior valor pela outorga, cujo lance inicial está previsto para 1 centavo.

Apesar do baixo valor é estimado um investimento de 12,6 bilhões de reais. Felipe Montoro Jens traz informações do Portal do PPI, que mostra as responsabilidades da empresa, que incluem:

construção da infraestrutura;

construção da ferrovia;

obras de terraplanagem;

obras de infraestrutura ferroviária;

drenagem;

desapropriação de terras;

obras de arte especiais;

Reparação socioambiental;

sistema de sinalização;

canteiro de obras;

aquisição de trens e equipamento rodante.

O modelo de concessão que será empregado utiliza os moldes verticais de exploração. Nele uma só companhia terá direito de exploração, ou seja, da prestação do serviço de logística ferroviária, inicialmente de cargas. Ainda não há data definida para a realização do leilão de concessão.

Conheça mais sobre o projeto

O projeto se enquadra no PPI – Programa de Parceria de Investimentos. O intuito é reforçar o trajeto para a logística do país. A ferrovia EF-170 Vai criar uma nova rota para o escoamento da produção de matérias-primas como soja (além de farelo e óleo), açúcar, etanol, milho, fertilizantes, e derivados de petróleo.

A produção de estados como o Mato-Grosso, que atualmente é transportada para o Sudeste e o Sul do país, terá como destino os portos da região Norte e de lá seguem para outros países, reporta Felipe Montoro Jens.

Desde a origem até os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) mais de 70% do que é produzido no estado percorrem mais de 2 mil quilômetros para serem exportadas. Com a construção da ferrovia, os produtores locais conseguem maior competitividade para os produtos que serão escoados para fora do país.

O risco relacionado a demanda será somente da concessionária, contudo há levantamentos de empresários de diferentes setores que estimam o transporte de mais de cerca de 20 milhões de toneladas do Mato-Grosso para os portos do Amazonas e de outros estados do Norte.

Felipe Montoro Jens reporta o trecho do estudo, que estima a demanda alocada de 25 milhões de toneladas de grãos quando a ferrovia estiver pronta. Em 2050 esse montante será ainda maior, superando as 42 milhões de toneladas.

A nova rota para os grãos produzidos na região Centro Oeste será consolidada com a rodovia Br-163. De acordo com o projeto, as condições da rodovia serão atenuadas, uma vez que o trânsito de veículos pesados, como caminhões e carretas que transportam grãos será atenuado. Dessa forma os custos de manutenção e conservação da BR serão reduzidos, reportou Felipe Montoro Jens.