Conheça o projeto da Ferrovia do Grão – por Felipe Montoro Jens

No fim de 2017 foram divulgados os primeiros documentos para a realização do leilão da Ferrovia do Grão (EF-170). Na ocasião foram determinadas as primeiras regras pela ANTT, que incluem as atribuições da concessionária, custo estimado, demanda, entre outros pontos. Quem traz a notícia é Felipe Montoro Jens.

Conheça as regras do leilão

Ao todo, a ferrovia terá 1.142 quilômetros de extensão, ligando as cidades de Sinop, no Mato-Grosso e Miritituba, no Pará. O especialista em projetos de infraestrutura reporta que a concessão terá a validade de 65 anos. O vencedor será aquele que oferecer o maior valor pela outorga, cujo lance inicial está previsto para 1 centavo.

Apesar do baixo valor é estimado um investimento de 12,6 bilhões de reais. Felipe Montoro Jens traz informações do Portal do PPI, que mostra as responsabilidades da empresa, que incluem:

construção da infraestrutura;

construção da ferrovia;

obras de terraplanagem;

obras de infraestrutura ferroviária;

drenagem;

desapropriação de terras;

obras de arte especiais;

Reparação socioambiental;

sistema de sinalização;

canteiro de obras;

aquisição de trens e equipamento rodante.

O modelo de concessão que será empregado utiliza os moldes verticais de exploração. Nele uma só companhia terá direito de exploração, ou seja, da prestação do serviço de logística ferroviária, inicialmente de cargas. Ainda não há data definida para a realização do leilão de concessão.

Conheça mais sobre o projeto

O projeto se enquadra no PPI – Programa de Parceria de Investimentos. O intuito é reforçar o trajeto para a logística do país. A ferrovia EF-170 Vai criar uma nova rota para o escoamento da produção de matérias-primas como soja (além de farelo e óleo), açúcar, etanol, milho, fertilizantes, e derivados de petróleo.

A produção de estados como o Mato-Grosso, que atualmente é transportada para o Sudeste e o Sul do país, terá como destino os portos da região Norte e de lá seguem para outros países, reporta Felipe Montoro Jens.

Desde a origem até os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR) mais de 70% do que é produzido no estado percorrem mais de 2 mil quilômetros para serem exportadas. Com a construção da ferrovia, os produtores locais conseguem maior competitividade para os produtos que serão escoados para fora do país.

O risco relacionado a demanda será somente da concessionária, contudo há levantamentos de empresários de diferentes setores que estimam o transporte de mais de cerca de 20 milhões de toneladas do Mato-Grosso para os portos do Amazonas e de outros estados do Norte.

Felipe Montoro Jens reporta o trecho do estudo, que estima a demanda alocada de 25 milhões de toneladas de grãos quando a ferrovia estiver pronta. Em 2050 esse montante será ainda maior, superando as 42 milhões de toneladas.

A nova rota para os grãos produzidos na região Centro Oeste será consolidada com a rodovia Br-163. De acordo com o projeto, as condições da rodovia serão atenuadas, uma vez que o trânsito de veículos pesados, como caminhões e carretas que transportam grãos será atenuado. Dessa forma os custos de manutenção e conservação da BR serão reduzidos, reportou Felipe Montoro Jens.