Crédito para empreendedorismo feminino recebe 150 milhões

Para incentivar o empreendedorismo feminino, o banco de desenvolvimento da América Latina, CAF, enviará para o Itaú Unibanco uma linha de 150 milhões de dólares, com o propósito de financiar médias e pequenas empresas que sejam de propriedade de mulheres no país.

O faturamento de empresas com até 60 milhões de reais por ano e que a maioria societária seja de mulheres, como de 51 por cento, poderão ter o financiamento conforme afirma o Itaú Unibanco. A política de empréstimos a empresas em geral será usada para essas concessões.

A Corporação Andina de Fomento afirma que as mulheres empreendedoras não receberam de forma expressiva crédito pela falta de maior informação por parte dos bancos. A intenção é expandir o potencial do empreendedorismo feminino e potencializar a capacidade do desenvolvimento no setor.

Ainda que a mulher ainda não receba tanto crédito, ela representa a maior parte do empreendedorismo no país. A tendência é que a porcentagem de mulheres que comandam negócios aumente, e consequentemente os créditos. Segundo o Itaú Unibanco, em um ano as operações que envolviam crédito para mulheres que comandam empresas representaram 46 por cento.

A maior participação das mulheres no mundos dos negócios  geram boas notícias para o país. Cada vez mais, elas estão conquistando o espaço que desejam e lutam pelo respeito que merecem. Através de políticas favoráveis e uma motivação maior por parte de grandes investidores é possível gerar uma mudança progressiva.

O tempo em que o compromisso da mulher estava limitado a cuidar dos afazeres domésticos já passou. Hoje, a independência e a busca por liberdade está ganhando mais espaço na sociedade. São várias áreas profissionais que antes só contavam com a mão-de-obra masculina, que hoje começa a ter participação crescente de mulheres.

De forma significativa o espaço que a mulher está conquistando mostra que todas as áreas podem ser igualitárias. O bom desempenho passa a ser valorizado pelo desenvolvimento individual de cada pessoa, deixando de lado o preconceito. Estimular e abrir portas para mulheres que não se limitam é essencial para uma sociedade mais justa, que defende com igualdade os direitos de cada pessoa.