Brasil cria medidas para dinamizar os serviços de importação e exportação

Boas notícias para quem trabalham com importação e exportação de produtos. Serão delegadas comissões para as 15 principais unidades alfandegárias do Brasil. A iniciativa faz parte das disposições determinadas junto a OMC no Acordo de Facilitação de Comércio AFC e visa a criação de grupos para tratar da desburocratização das atividades relacionadas ao comércio exterior do país.

As chamadas Comissões Locais de Facilitação de Comércio (Colfac) serão formadas por representates de exportadores, importadores, da Receita Federal, Anvisa, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e das autarquias aduaneiras e de despacho.

Eles serão responsáveis por avaliar, determinar as práticas mais eficientes e prestar informações sobre os trâmites envolvendo à exportação, à importação, transporte de mercadorias e viabilização do comércio nos principais portos, aeroportos, entre outros pontos alfandegários terrestres.

Instalação das Colfacs

A cerimônia para a atribuições e instalação das comissões ocorreu na Esaf – Escola de Administração Fazendária (Esaf) situada em Brasília. Várias autoridades estavam presentes na ocasião, entre elas o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços Miguel Abrão Neto. Ele enfatizou que o momento fortalece o comércio exterior do país.

De acordo com Árabe a criação das Colfacs vai viabilizar um maior controle aos órgãos de fronteira, que passam a ter maior agilidade nos processos e ações realizadas entre as autarquias, setores públicos e privados.

Além das comissões, recentemente o governo criou medidas com intuito de reduzir as barreiras de importação e exportação. O primeiro passo foi dado com o Portal único para as exportações. Assim todas as licenças e trâmites podem ser conduzidos por um mesmo portal eletrônico.

A nova medida prevê que a partir do fim do mês as importações também sejam realizadas a partir da plataforma, o que facilitará o processo de importação e reduzirá significativamente o tempo. De acordo com Abrão Neto, o prazo médio de chegada de mercadorias no país passará de 17 para 10 dias.

Quando o portal estiver funcionando em sua capacidade total, tanto para importações, quanto para importações haverá uma economia superior a 1,5% do PIB brasileiro. Além das medidas citadas, o governo quer reduzir os entraves para todos os trâmites aduaneiros do país, inclusive a checagem dos produtos por parte dos órgãos responsáveis.

Brasileiros ainda são lesados por contato falso de suporte técnico

Notícias sobre o universo digital. Apesar da incidência ter diminuído, muitos brasileiros ainda são vitimados com golpes que oferecem suporte técnico a problemas que não estão presentes nos aparelhos.

Uma pesquisa conduzida pela Microsoft apontou que em 5% dos casos, as vítimas chegaram a perder alguma quantia em dinheiro. Contudo é possível dizer que houve uma melhora no quadro, pois em dois anos esse percentual era de 12%.

O estudo foi realizado pela Unidade de Cibercrimes da Microsoft e entrevistou 16.048 adultos usuários de internet, em 16 países. A média foi de mil internautas por país.

No Brasil 66% dos participantes afirmaram já serem abordados por algum aviso ou oferta de assistência técnica para tratar um problema falso. Em 2016 esse índice foi de 72%. Atualmente, a média mundial é de 63%

O golpe de assistência técnica falsa ocorre quando malwares ou pessoas mal intencionadas se passam por profissionais de helpdesk de empresas de tecnologia. Eles entram em contato com o usuário afirmando que há dispositivos infectados, que o desempenho do dispositivo está abaixo do que deveria e prometem deixá-los livres de qualquer ameaça.

O intuito é acessar os dispositivos de forma remota para roubar dados como informações financeiras ou conteúdo íntimo. Os golpistas entram em contato por meio do telefone, WhatsApp, e-mail não solicitados, sites e anúncios que abrem sozinhos.

De acordo com a pesquisa, os brasileiros dão ouvidos aos golpistas, porém caem menos nas fraudes. Em 2016 80% dos usuários interrompiam o contato imediatamente, em 2018 esse percentual foi de 77%; em 2016 28% não interagiam com as propostas e 52% ignoravam completamente o contato. Atualmente esses índices foram de 34% e 43%, respectivamente.

Aumentou de 7% para 19% os usuários que levaram o contato adiante e saber do que se tratava. Eles perceberam o risco, mas não chegaram a ser lesadas. Apenas 5% dos abordados tiveram algumas perda financeira com o contato. Antes esse percentual era de 12%.

Há outros países em situações piores do que o Brasil. Na Índia, por exemplo, 14% dos usuários que receberam o contato foram lesadas financeiramente. O país que melhor classificado foi o Japão, em que somente 35% dos internautas tiveram algum contato fraudulento dessa natureza e apenas 2% foram lesados.

Guilherme Paulus é confirmado no Fórum Conectividade 2018

No dia 26 de novembro de 2018 acontecerá o Fórum Conectividade, evento realizado anualmente pelas empresas Mercado & Eventos e Promo Marketing Inteligente. Um dos grandes nomes que estarão no evento desse ano é o empresário Guilherme Paulus, um dos principais do ramo hoteleiro e turístico do Brasil.

No momento do evento em que o empresário participará, a partir das 15h30 do dia 26 de novembro, Guilherme Paulus entrevistará o secretário de Turismo do Ceará, Arialdo Pinho, a fim de informar o público sobre as práticas que envolvem todo o processo de formação de um hub nos aeroportos do Ceará. Esse será o encerramento da primeira parte do Fórum Conectividade, através do tema Formação de Hub.

A entrevista feita por Guilherme Paulus a Arialdo Pinho deve reunir cerca de trezentos profissionais da área, a fim de debaterem o que pode ser feito para obter melhorias no setor de aviação em um futuro não muito distante, tanto para o Brasil, quanto para a América Latina como um todo.

O Fórum Conectividade acontece no Teatro Renaissance, localizado na cidade de São Paulo, e as inscrições para participar do evento são gratuitas. Interessados devem se inscrever direto no site do Mercado & Eventos.

Ao todo o evento terá quatro horas de duração e nesse período os visitantes poderão contar com uma estrutura organizada que abrangerá companhias aéreas, rotas, formação de hub (que é o momento da participação de Guilherme Paulus), aeroportos, low-cost e políticas públicas, sendo esse último tema o encerramento do evento.

A CVC, empresa de turismo e viagens fundada por Guilherme é uma das patrocinadoras do evento. Paulus vendeu a empresa para uma administradora norte-americana, mas continua sendo o presidente do conselho da CVC. Além disso ele é hoje dono do grupo GJP, que abrange uma ampla rede hoteleira e uma construtora de condomínios de luxo em cidades turísticas.

Guilherme possui reconhecimento internacional pela promoção do turismo no Brasil e em outras cidades do mundo, como Miami e Bariloche. Sua trajetória de sucesso, iniciando como vendedor de pacotes de viagens, é referência para vários novos empreendedores do setor hoteleiro, turístico e tantos outros.

Apesar do Fórum Conectividade ser realizado em São Paulo, possui apoio de Foz do Iguaçu, Ceará e Espirito Santo, além do patrocínio das empresas, FBHA e CNC, VINCI Airports, Inframerica, Renaissance, CVC, Localiza, Shift e do Ministério do Turismo.

Empreendedores da terceira idade investem em negócios para ambiente digital

Atualmente, de acordo como o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no país há mais de 30 milhões de pessoas com mais de 60 anos. A longevidade alcançada no decorrer dos anos e a melhora na qualidade de vida, no geral, vêm contribuindo para que parte dos idosos fique por mais tempo no mercado de trabalho e até mesmo adentre na área de negócios digitais.

Um levantamento feito pelo Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, apontou 4 motivos pelos quais pessoas com idade superior a 60 anos não se rendem a aposentadoria tão esperada por muitos. São eles: realização de um sonho ou vocação; fonte de renda principal ou complementar; questões pessoais como qualidade de vida, liberdade ou independência; e identificação com algum segmento considerado bom para investimento.

Ainda através desta pesquisa, foi registrado que 40% dos entrevistados decidiram mergulhar no mundo dos negócios depois dos 60 anos. Os tópicos destacados quando questionados sobre os pontos positivos e negativos desta missão foram, respectivamente: atuar com o que gosta (18%), se sentir satisfeito por alcançar os objetivos propostos (14%) e ampliar o aprendizado com base em acertos e erros (14%); e, em contraponto, não ter com quem dividir o peso das frustrações e fracassos (15%), ter a obrigação de pagar impostos (13%) e assumir riscos (11%).

O diretor de Administração e Finanças do Sebrae, Vinicius Lages, também ressaltou que por meio deste estudo foi possível notar que além dos motivos mencionados anteriormente, o profissional tem o desejo de aproveitar sua vasta experiência e aplicar em negócios próprios.

Muitos dos profissionais que, em tese, estão próximos ou já poderiam estar aposentados têm buscado investir em negócios inovadores, sendo boa parte das ideias originadas a partir de uma necessidade ou desejo pessoal não atendido. Como é o caso da plataforma de residência compartilhada, criada por Veronique Forat (61) e Marta Monteiro (64); do aplicativo que tem o intuito de promover o exercício do cérebro através de jogos para a terceira idade, idealizado por Paulo Camiz de Fonseca (67); e ferramentas voltadas para a educação, desenvolvidas por Karuo Kaneto (71).

Dispositivo de detecção de câncer TINY se mostra eficaz no teste de Uganda

Mesmo tão pequeno, o sistema de detecção de câncer chamado de TINY, mostrou ser um detector de possíveis tratamentos para o herpesvírus associado ao sarcoma de Kaposi, e pode ser utilizado em locais com recursos limitados, como a África Subsariana. Testes iniciais apontaram os resultados em questão de horas em vez de semanas.

Desenvolvido por uma equipe liderada por David Erickson, professor de Engenharia Mecânica, e Ethel Cesarman, professor de Patologia e Medicina Laboratorial, o TINY atingiu suas metas na primeira rodada de financiamento do “National Institutes of Health”. A equipe planeja realizar testes ampliados nos próximos anos.

Os resultados dos testes do dispositivo realizados em 2017 em Uganda, foram detalhados na revista científica “Nature Biomedical Engineering”. Nas notícias publicadas sobre os resultados do estudo, a revista destacou que o TINY mostrou a capacidade de gerar resultados em aproximadamente 2 horas e meia.

Um dos principais benefícios do TINY é que ele pode coletar e armazenar calor gerado a partir da eletricidade e do sol. Sendo assim, o dispositivo funcionará mesmo durante quedas de energia, como ocorreram nos testes em Uganda. A flexibilidade de poder do TINY é importante porque em muitos países da África Subsariana os postos de saúde não têm acesso a serviços básicos como a eletricidade.

Para o estudo, os pesquisadores coletaram amostras de biópsia de 71 pacientes em Uganda suspeitos de terem sarcoma de Kaposi e testaram as amostras com o dispositivo TINY. Além disso, os pesquisadores também testaram as mesmas amostras por meio de métodos convencionais. A concordância entre o TINY e os métodos convencionais de detecção de câncer foi de 94%.

De acordo com os pesquisadores, os planos para o dispositivo TINY incluem a expansão dos testes para mais locais na África, na América do Sul e nos EUA, além do desenvolvimento de um plano de comercialização. Para comercializar o dispositivo, o grupo de pesquisadores já solicitou proteção de patente através do “Center for Technology Licensing da Cornell”.

Erickson e Cesarman começaram a trabalhar nesse dispositivo há aproximadamente cinco anos. Sobre os testes em Uganda, os pesquisadores revelaram: “É muito gratificante construir um dispositivo, levá-lo para locais pouco explorados como Uganda e vê-lo sendo utilizado em prol da saúde de vários pacientes”.

Flavio Maluf noticia sobre o uso crescente dos drones em vários setores

 

Regularizados em 2017 pela Agência Nacional de Aviação Civil, os drones estão se expandindo a pleno vapor. De acordo com a consultoria Gartner, nos próximos anos serão vendidos uma média de 3 milhões de aparelhos ao ano, o que significa que esse segmento irá movimentar cerca de US$ 11,2 bilhões a cada ano, noticia o empresário Flavio Maluf.

 

Em sua maioria, a tecnologia dos drones ainda é utilizada em esfera militar, porém, outras áreas também estão começando a adotar esses mecanismos, como as áreas de segurança privada, da fotografia e do agronegócio, informa Flavio Maluf. Este último é um dos setores mais favoráveis aos drones, e estima-se que seja responsável por até 25% do faturamento global desses aparelhos.

 

Uma das maiores vantagens dos drones é a diminuição do tempo necessário para inspecionar grandes áreas. A Geoflorestas, uma empresa brasileira de soluções ambientais, já possui alguns drones em seu acervo para essa tarefa. Entre os clientes da Geoflorestas estão empresas que se encontram em terrenos de grandes extensões, como a geradora Electra Power, que ocupa um território de mais de 150 mil hectares, reporta Flavio Maluf.

 

Segundo o presidente da Geoflorestas, Leandro Aranha, antes da tecnologia dos drones era preciso cerca de seis meses e dez funcionários em tempo integral para realizar o monitoramento de um cliente como esse. Com os drones, o trabalho é feito em um mês e com o auxílio de somente dois funcionários, noticia Flavio Maluf. Sendo assim, os lucros acabam sendo até 50% maiores do que antes.

 

Flavio Maluf se tornou o presidente do Grupo Eucatex no ano de 1997, e desde então adotou uma série de medidas de modernização em toda a empresa. Em 2010, sob a liderança do empresário, a Eucatex inaugurou uma nova fábrica, em Salto, e nos dias de hoje a empresa possui mais uma sede industrial, na cidade de Botucatu.

As Parcerias Público- Privadas (PPPs) são a solução – por Felipe Montoro Jens

 

Muitos dos projetos de infraestrutura no país não são executados por falta de recursos. Segundo Felipe Montoro Jens os diferentes campos sociais como saneamento básico, mobilidade urbana e educação exigem grandes investimentos e muitas vezes o estado sozinho não pode desprender.

As Parcerias Público- Privadas (PPPs)

Uma das alternativas são as Parcerias Público-Privadas (PPPs), regulamentadas pela Lei Federal 11.079/04, de dezembro de 2004. Felipe Montoro Jens destaca que a legislação instituiu as regras para a licitação e a contratação dessas parcerias. O intuito é permitir que projetos considerados economicamente inviáveis possam ser estruturados e executados.

Para Felipe Montoro Jens, as empresas podem contribuir não apenas com recursos financeiros, como também com a experiência para estruturar projetos e assim reduzir o déficit de estrutura que o país vive, o que inclui mobilidade urbana e saneamento básico.

Apesar da legislação, algumas das garantias de dever do parceiro público, bem como suas obrigações quanto ao repasse de recursos é um desafio. Para Felipe Montoro Jens é fundamental solucionar tais obstáculos nos próximos anos para que consigamos ter resultados semelhantes a outros países latinos como Chile e Peru.

Garantias para os dois lados

Segundo o especialista, a garantia de pagamento possibilita o crescimento e desenvolvimento das parcerias. “É essencial que os governos ofereçam garantias a “prova de balas,” afirma Felipe Montoro Jens. Ele ressalta que dessa forma tanto investidores quanto financiadores podem assumir riscos de pagamento, pois terão a garantia de recebimento, se for o caso.

De acordo com Felipe Montoro Jens há um fator muito importante, capaz de aumentar os pagamentos do setor privado, que é a isenção de impostos para as empresas que participam das PPPs. O governo, por sua vez, tem a possibilidade de retorno de 30 a 40% dos pagamentos realizados para o parceiro em forma de impostos.