Haruo Obata, o supervoluntário que ajuda vítimas de desastres no Japão

O Japão é um país cujo índices de desastres naturais são altos em comparação com alguns outros países. Devido a quantidade de tufões, terremotos e enchentes, esses desastres naturais costumam deixar muita destruição por onde passa. E apesar da frequência com que acontece esses eventos, que vem aumentando cada vez mais, pessoas são atraídas a se voluntariar de forma espontânea para ajudar em vários cantos do país.

Essas pessoas chegam dispostas a oferecer todo tipo de apoio e ajuda. Chegam com suas luvas, máscaras cirúrgicas, pás, o próprio lanche e muita disposição para fazer a diferença e ajudar os que precisam. Se organizam entre várias tarefas como retirar entulhos, limpar imóveis ou que precisar. Cada tarefa executada é feita em grupo de pessoas que chegam anônimas.

Contudo, no meio de tantas pessoas solidárias, uma chamou a atenção. Um senhor de 78 anos vem sendo chamado de novo herói japonês, seu nome é Haruo Obata. Sua fama nacional começou após encontrar uma criança de 2 anos que estava perdida havia três dias em uma montanha, em Yamaguchi.

Nascido em Oita, cidade que fica ao sul no Japão, Obata decidiu ir a Yamaguchi para participar da busca organizada para encontrar o menino. No entanto, ele sozinho conseguiu achar a criança e desde então passou a ser chamado de “supervoluntário”.

Haruo Obata, no entanto, afirma que, mesmo com a repercussão e notícias do caso, não está em busca da fama. Para ele a sua verdadeira missão é ajudar as pessoas a caminharem para a frente. “Afinal, a vida é preciosa e única”, afirma. Também há uma outra expressão da qual gosta muito e que está escrito a caneta no capacete que usa nos locais por onde se voluntaria é “o amanhã sempre virá”.

O supervoluntário, como agora é chamado, já trabalhou em um mercado de peixes por vários anos e, mesmo naquele tempo já deixava rastros de suas boas ações. Ele cuidava de bancos de madeira que eram improvisados na montanha. “Consertava porque tinha medo que alguém pudesse se machucar”, lembra. Para ele fazer o bem é uma forma que encontrou de ser grato por tudo que já viveu.